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A Lagarta que Queria Voar


A Lagarta que Queria Voar

Era uma vez uma lagarta. Essa lagarta tinha um sonho: poder voar iguais àquelas coisas voadoras que ela via toda manhã quando abria a porta da sua casa-cogumelo. Essas coisas eram tão bonitas que ela queria ser igual a eles: ter um par de assas, antenas longas e finas e ter o corpo magrinho.
Todos os animais da floresta achavam que a pobre lagarta estava ficando louca:
- O que você está pensando? – dizia a centopeia.
- Ela deve estar ficando maluca! – dizia o tatu-bola.
- Deve ter batido a cabeça! – dizia a formiga.
Mais a lagarta sempre respondia:
- Estou pensando em voar! – respondia para centopeia.
- Não estou maluca! Eu vou voar! – dizia para o tatu-bola.
- Não bati a cabeça, estou bem, sim! Um dia eu vou voar! – falava para a formiga.
E os animais só caiam na risada, enquanto a lagarta nem ligava.
Um belo dia, todos os animais da floresta foram para uma reunião para falarem sobre a lagarta “maluca”. A aranha começou:
- Ela deve ser banida da floresta! Não cai bem para nós, elegantes insetos, estarem perto dela!
- Também acho! O meu filho, veja só, estava dizendo que queria voar! – disse a dona tartaruga.
Decidiram que era para a lagarta ir embora da floresta o mais rápido possível.
De repente começou a cair bolinhas brancas do enorme céu. Todos gritaram:
- Neve! Corram para suas casas!
De noite, era um silêncio horrível, um silêncio sombrio. Ninguém falava nada, nem faziam barulho nenhum. Todos olhavam pela janela, admirando as bolinhas brancas que caem do céu.
No dia seguinte, a neve tinha ido embora, e a lagarta também. Todos á procuravam. Ninguém a achou.
Passou o inverno, e nada da lagarta aparecer. Até que um dia, numa tarde de primavera, um casulo, numa árvore perto da casa-cogumelo da lagarta, saia uma linda borboleta de lá. E, adivinha? Era a pequena lagarta. Agora, ela podia voar. O sonho dela se realizou. E ela viu que virara uma daquelas coisas voadoras, uma borboleta.
Até hoje, os outros insetos da floresta procuram a lagarta para bani-la da floresta.


Emely Luize – 11 anos



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